sexta-feira, 30 de junho de 2023

Constelação das artes – musicalidades indígenas no Brasil

Olá, A Escola Itaú Cutural oferece o curso de forma gratuita e online. O objetivo do curso Constelação das artes – musicalidades indígenas no Brasil é apresentar um panorama de noções e referências para familiarizar os estudantes com a presença das musicalidades dos povos originários na contemporaneidade. O programa parte de uma concepção de aprendizagem ancorada nas expressões musicais desses povos, que permaneceram largamente ignoradas durante a maior parte da história colonial e brasileira. Essa produção conheceu um interesse crescente somente ao longo do século XX, com a realização e a difusão dos primeiros registros sonoros, passando por recriações na música brasileira desde o advento do Modernismo. Com a articulação do movimento indígena a partir das décadas de 1970 e 1980, concomitantemente ao início de pesquisas etnomusicológicas tematizando suas musicalidades no Brasil, testemunhou-se um crescimento inédito da audiência dessas formas expressivas, assim como sua transformação por meio da apropriação de gêneros musicais não convencionais para os povos originários. Este curso pretende refletir sobre a particularidade dessas formas, assim como sobre sua conversão na atualidade. Se inscreva aqui: https://escola.itaucultural.org.br/autoformativos/musicalidades-indigenas-no-brasil

Brincadeiras cantadas na escola: Valorizando a tradição popular

Olá, Indico a colegas da Educação Infantil este curso gratuito da Plataforma Nova Escola de 10 horas de duração com certificado. A proposta desse curso é contribuir para a ampliação do repertório de canções e brincadeiras da tradição oral brasileira e sensibilizar os educadores a expandir os valores da nossa cultura por meio de práticas criativas e reflexivas. Além de apresentar as canções, as duas professoras-autoras deste curso compartilham experiências que tiveram ao levá-las para a sala de aula com seus alunos. O repertório escolhido possibilita desafios rítmicos, melódicos e de coordenação entre movimento, palavra e música para potencializar o desenvolvimento integral da criança nos diversos aspectos da sua formação: emocionais, físicos, cognitivos, sociais e motores. Se inscreva aqui: https://cursos.novaescola.org.br/curso/1512/brincadeiras-cantadas-na-escola-valorizando-a-tradicao-popular/resumo

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Igualdade Racial nas Escola

Olá, Convido você a conhecer o curso Igualdade Racial nas Escolas, elaborado e disponibilizado pelo MEC, em plataforma gratuita e online. O objetivo deste curso é fomentar e consolidar práticas pedagógicas antirracistas capazes de formar cidadãos/ãs que compreendem e respeitam a si mesmos/as e aos outros. Esse objetivo somente será possível com seu apoio e experiência, prezado/a docente – você é o/a protagonista do fazer pedagógico. Lembra das aulas de história na sua época de escola? Nelas, aprendemos que o Brasil é formado por brancos, negros e índios; por isso o país é mestiço, interracial. Bela imagem! Bem, mas como os povos indígenas são apresentados nesse quadro? Como povos originários, que moravam em ocas, viviam da caça e da pesca, selvagens cuja catequese viria salvar. Como os negros são apresentados? Como escravos nas plantações de café; homens e mulheres objetificados. Percebe que esse “quadro” é pintado sob a ótica europeia? Uma imagem folclórica, caricatural, que popularizou o Brasil como o país do samba, do futebol, do carnaval, da alegria! Aprende-se também acerca da Abolição da Escravidão no Brasil, em 1888 – um ato quase heroico de uma princesa. Outra bela imagem! Mas, o que significou, realmente, para milhares de negros/as o gesto da nobreza que não veio acompanhado de políticas de inclusão social? No curso, aprofundamos o conhecimento sobre História do Brasil e Africa e agregamos conteúdo para combater o racismo nas escolas. Vamos juntos? Se inscreva aqui: https://avamec.mec.gov.br/#/instituicao/mmfdh/curso/15193/visualizar Um abraço e bom curso!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Como formar um ser humano a partir dos valores que ele traz do mundo lá fora?

Olá, 




Faz bastante tempo que não escrevo nada por aqui. Sou professora de Educação Infantil e Psicóloga Clínica e venho hoje trazer algumas reflexões que tem me tirado um pouco a tranquilidade no trabalho com a educação dos meus alunos, pequenos de 4 a 5 anos de idade.

Algo muito estarrecedor que me aparece e que não tenho tido tempo de refletir para pensar de que forma agir em relação a isso, são as reproduções que eles fazem de valores machistas.

Como assim machistas? Bem, a divisão "natural" entre brincadeiras de menino e de menina que acontece "sem querer", por exemplo. A verbalização de que coisas são de menino ou menina, que cores são de menino ou menina, que personagens da ficção infantil são de menino ou menina.

Essa divisão pura e simples, que pode parecer ingênua já vem carregada de sentidos. Vem carregada de papéis pré-definidos e que, nas entrelinhas, colocam um gênero como forte e um como fraco. Um como bruto e um como delicado, um como competitivo e outro como cooperativo, excluindo um do outro.

As "brincadeiras" de desenhar ou montar armadilhas "contra" as meninas, falas de que as meninas são chatas ou vice-versa, trejeitos trazidos pelas meninas de personagens de desenhos, filmes, músicas, novelas, comerciais, que as fazem ser muito "afetadas" e "feminilizadas" de um forma exagerada e muito pouco natural, me incomodam muito.

Outro tipo de valores, não necessariamente ligado ao gênero, mas absolutamente ligado à dinâmica de poder (que na verdade é o que está por trás da questão do gênero) também são passados por estas mídias. 

Ontem mesmo, numa conversa entre crianças, uma delas dizia: "Sou eu quem manda na brincadeira! Tem pedir pra mim!". E eu curiosa, questionei o porquê de ter que existir alguém que "mande" na brincadeira e ela disse: "Na Patrulha Canina tem.", com naturalidade. E eu continuei questionando: "Mas precisa ter alguém que mande, mesmo?" e ela disse: "Ás vezes sim". Continuei: "Mas por quê?". A pequena não sabia me dizer.

Essa é a armadilha. Valores são assim. Os reproduzimos sem saber porquê. E mesmo sem saber o porquê, temos tanta certeza, quase absoluta, sobre aquela realidade vista e revista, afirmada e reafirmada no cotidiano da vida real, na lógica social, nos desenhos, roupas, brinquedos, nas relações com familiares, com estranhos na rua e em todo o lugar, que supomos que esta é a única forma correta de se relacionar com o outro.

Outro diálogo, de hoje, por exemplo, foi, no meio de uma brincadeira, quando uma menina disse: "Sabe, minhas filhas e eu somos pobres". E questionando o que significava isso, me disseram: "É ter pouco dinheiro e ter que limpar a casa.". Em seguida, me disseram que é "Ter nenhum dinheiro ou só umas moedinhas e não poder comprar nada.". 

A reflexão posterior sobre porque o rico é rico e porque o pobre é pobre variava de: "O rico é melhor, o pobre não é tão bom." a "É que tem que ir no banco pegar mais dinheiro.". A mesma criança que iniciou o argumento, disse: "Meu pai é rico e minha mãe é pobre.". Dois pais casados, que moram juntos. Um homem e uma mulher. Será que ela estava falando de dinheiro na carteira deles ou será que estava falando em poder de decisão dentro de um casal? 

Eu não sei o que faz a pequena pensar nisso, mas duvido que nisso não haja algo que lhe foi transmitido não apenas pela observação da relação dos pais, mas de toda a lógica do mundo adulto que ela observa e tenta decodificar com as ferramentas que direcionamos a ela: livros, colegas, brincadeiras, filmes, brinquedos, espaços de convivência entre as pessoas em que ela aprende coisas e que vão comprovando para ela uma teoria do funcionamento das coisas.

Que não está bom. 

E qual o meu papel como professora dela? E desse grupo inteiro? O que eu deveria fornecer a eles para questionar isso tudo, sem desmoronar o que ela tem de aprendizagem do mundo real, que é mesmo desigual, machista e brutal no sentido da justiça social, da igualdade de gêneros e da distribuição de renda?

Não sei por que caminho seguir. Mas estou sempre atenta e aflita sobre que exemplo posso estar passando, pessoalmente, na minha relação com o grupo, com os pais, com os colegas da escola, com o espaço, com os objetos, com os alimentos, com as ideias. Que duro e pesado é não saber.

Que medo de não saber se é possível ajudá-los a questionarem essa realidade que estão percebendo, pois está posta em todos os lugares de forma explícita demais e desumana demais na maior parte dos lugares.

Que eu tenha recursos humanos e teóricos para mudar, nem que seja um soprinho desse pensamento imposto de fora pra dentro a eles.

E se alguém aí fora tiver um texto, uma indicação de leitura, uma proposta de atividade, compartilha com a gente!

Um abraço e seguimos lutando!

Carol



terça-feira, 4 de julho de 2017

Reflexões sobre o Projeto "Bichinhos de Jardim" e outros trabalhos do Grupo 4 (1o. semestre 2017)

Olá, 

terminei na semana passada mais um semestre de trabalho com uma turma de Educação Infantil, de 4 a 5 anos de idade. Neste semestre, como é comum em meu trabalho, pesquisamos os "bichinhos de jardim", uma pesquisa sobre os insetos e outros habitantes de nossos parques, vasos e jardins, que a cidade proporciona chegarem. 

Ao longo do semestre, vimos inúmeros bichinhos, montamos nosso viveiro, pesquisamos em livro e em espaços voltados para isso como o "Sabor de Fazenda" e o "Planeta Inseto" da USP e as crianças descobriram mutias coisas sobre estes animaizinhos, gerando um olhar mais detalhado em relação ao mundo a sua volta e também à natureza e suas incríveis façanhas, como a metamorfose das borboletas e mariposas e a existência de seres tão diversos, como mais e menos patas, como ou sem olhos e bocas, com estruturas e hábitos tão diferentes de nós e dos animais mais conhecidos por eles.

Além disso, trabalhamos muito a brincadeira simbólica, a atividade plástica com desenhos de observação destes animais e o universo da contagem apareceu, ao analisarmos todas estas variáveis: patas, olhos, ovos postos, tempo de encasulamento das lagartas, quantidade de bichinhos que haviam em nosso viveiro. Conhecemos muitos termos científicos que não faziam parte do vocabulário dos pequenos e também alguns textos poéticos, narrativos e canções sobre eles. Foi muito rico, como sempre!

Também trabalhamos alguns jogos como o grupo, como a Memória, o Lince, os quebra-cabeças, jogos de trilha com dados como o "20 casas", "50 casas" e trilhas de percurso com uso de pinos. Algumas crianças quiseram trazer jogos de casa para incrementar nosso repertório e trouxeram jogos como "Cilada", "Imitatrix" e outros jogos com uso de dado baseado em cores ao invés de números como o "Carrossel de cores", por exemplo. 

Também trabalhamos muito a música, por haver um interesse especial em alguns artistas por parte de algumas crianças como Beatles, Michael Jackson e Queen, por exemplo. Ouvimos e dançamos muito algumas músicas que não são do repertório da faixa etária que cantamos diariamente. 

Além disso conhecemos uma brincadeira cantada do Grupo Triii do músico Estevão Marques chamada "Chocolate" que estimula movimentos corporais e o trabalho com os sons das palavras. Trabalhamos uma história musicada do mesmo grupo chamada "Macaco Vanderlei" e também duas histórias tradicionais cantadas pela Bia Bedran, chamadas "História da Coca" e "Macaquinho", trabalham tanto a musicalidade, como a memória por serem histórias clássicas do tipo "história sem fim". 








segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A cidade das crianças

Olá, 

Neste semestre estamos pesquisando a cidade de São Paulo com o grupo. Fomentando pelo interesse das crianças no processo eleitoral para Prefeito neste ano e em conversas em que muitas confusões (dada a tenra idade dos pequenos de 4 e 5 anos) entre presidente e prefeito, além de mundo, cidade e país apareceram, resolvemos conversar sobre a cidade.

A princípio, um projeto inédito que nunca havia sido feito com o grupo, tem que ser feito de acordo com o interesse e expectativas do grupo, porém, também deve ser feita uma busca de ideias, inspirações e material que fomente ideias. 

Nas rodas de conversa, levantamos primeiramente os espaços conhecidos do grupo, fazendo provocações sobre as coisas que seriam necessárias ou bacanas de termos numa cidade. No início, dado o debate eleitoral, apareceu muito a ideia de mobilidade, das ciclofaixas, das ruas, da velocidade dos carros, temas abordados pelos prefeitos em suas campanhas e discutidos em casa entre crianças e pais. 

Aos poucos fomos nos afastando deste debate para nos aproximarmos do que eles entendiam como cidade, a cidade sob o olhar deles. Falaram muito sobre as casas, prédios, shoppings a princípio e logo foram surgindo espaços mais públicos, como praças, parques, avenidas, lugares que eram mais públicos, além de estádios, hospitais, lojas, supermercados, padarias, o trabalho dos pais, a natação ou clube, as casas dos avós ou tios, enfim, espaços ocupados por eles em seu cotidiano, além da escola. 

Brincadeiras com desenhos, dobraduras, caixas, alguns vídeos, em especial do projeto "Cidade Educadora" e livros de turismo voltados ou não ao público infantil e recortes com paisagens conhecidas para colagem ou intervenção foram propostas, gerando maiores identificações e a ampliação do conhecimento sobre o que já viram nesta cidade. 

Passeios com outros objetivos, mas que pelo caminho fomos provocando as crianças a terem outro olhar da paisagem foram feitos fomentando o interesse e olhar atento e curioso, ampliando ainda mais esta noção do que seria esta cidade. 

Um próxima proposta será a de pedir aos pais uma foto da fachada de seus prédios para que possamos fazer uma ilustração do trajeto da casa até a a escola, mesmo que seja apenas um quarteirão, pois este será sem dúvida o espaço mais apropriado por eles em seu dia-a-dia, por ser um trajeto cotidiano e obrigatório. 

A expectativa de ver pequenos como estes se apropriarem do espaço de moradia de forma mais ampla do que apenas do espaço privado é enorme. E a preocupação com o espaço público, fomentado pelo olhar de admiração e encantamento é inspirador!

Conto mais ao longo do processo, instigante, de criar algo novo através do olhar criativo e espontâneo deles.

Um abraço!

Carol

domingo, 16 de outubro de 2016

Música e brincadeiras para pais e educadores

Olá!

Vim desejar aos professores um dia especial e oferecer uma dica muito bacana para quem quer trabalhar musicalidade com as crianças, um canal de um músico e professor genial chamado Estevão Marques.

Ele trabalhou no Instituto Brincante e com o grupo Palavra Cantada e oferece dicas rápidas em vídeo pelo canal, além de ter um curso online e Workshops presenciais para quem quiser se aprofundar. 

Sua forma lúdica de passar ideias de musicalização e conhecimento na área da educação e da música é inspiradora. 

De sua autoria são instrumentos improvisados com colheres no chamado "Baile do Colherim" e brincadeira que ele chama de "Saborosas" ou de "Mirabolâncias". Ele também faz parte do grupo Triii e tem muito material bacana na área da educação com músicas e brincadeiras!

Espero que gostem!

Aqui links para sua página oficial e para o YouTube dele: 

http://www.estevaomarques.com/

https://www.youtube.com/channel/UCTPK8TSU8QIledDyv5bwvmQ